MÍDIA

 

O professor Alex Wilhans Antonio Palludeto, do Instituto de Economia da Unicamp, assina na Folha de S.Paulo o artigo “Qual Keynes?”, publicado na seção Tendências / Debates. No texto, ele responde a uma interpretação recente sobre a política econômica do governo Lula e retoma aspectos centrais da obra de John Maynard Keynes para discutir gasto público, inflação, juros e capacidade produtiva.

Palludeto destaca que, na tradição keynesiana, o gasto exerce papel central na determinação da renda e do produto e que não existe um mecanismo automático que conduza a economia ao pleno emprego. A partir dessa perspectiva, argumenta que a capacidade produtiva também responde à demanda e que o debate econômico precisa considerar não apenas o nível atual de utilização da economia, mas também os setores em que há restrições e as condições para ampliar a capacidade de produção no futuro.

O artigo também diferencia inflação provocada por excesso de demanda de aumentos de preços decorrentes de gargalos setoriais e choques de custo. O professor sustenta que confundir essas situações leva a diagnósticos equivocados e critica o uso de juros elevados como resposta a pressões inflacionárias associadas, por exemplo, à energia e ao petróleo. Para Palludeto, uma política inspirada em Keynes deveria combinar juros mais baixos e estáveis, investimento público planejado e direcionamento do gasto para setores estratégicos.

Ao examinar indicadores recentes de mercado de trabalho, utilização da capacidade produtiva, investimento e inflação, Palludeto defende que a política econômica deve enfrentar gargalos estruturais em vez de atribuir ao gasto público a origem de pressões de preços que têm outras causas.

 

Leia o artigo completo na Folha de S.Paulo: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/10/qual-keynes.shtml