ARTIGO ACADÊMICO
Graziela Gomes Bezerra (IE/UNICAMP), Alexandre Gori Maia (IE/UNICAMP) e Elyson Ferreira de Souza (UFAC) | Cadernos de Saúde Pública
O número e a participação de domicílios rurais com membros praticando atividades não agrícolas tem crescido aceleradamente na Amazônia. Este artigo analisa as diferenças nos níveis de segurança alimentar e nutricional entre pequenos estabelecimentos rurais que se dedicam exclusivamente à atividade agrícola (não pluriativos) e aqueles que se dedicam simultaneamente a atividades agrícolas e não agrícolas (pluriativos) na Amazônia. A pesquisa utiliza dados dos suplementos de segurança alimentar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) dos anos de 2004, 2009 e 2013. A classificação da segurança alimentar baseia-se na Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Aplica-se um método de decomposição para quantificar as diferenças na ocorrência de segurança alimentar entre os dois grupos de estabelecimentos atribuídas às suas características socioeconômicas, como renda e escolaridade, e a fatores não observáveis, como acesso a alimentos de qualidade. Os resultados destacam que os estabelecimentos pluriativos apresentam níveis mais elevados de segurança alimentar e que os principais fatores explicando essa diferença estão associados à renda e à escolaridade da pessoa responsável. A discussão final destaca a importância da pluriatividade e de políticas de desenvolvimento rural como estratégias para promover a segurança alimentar na Amazônia.
Artigo completo: https://cadernos.ensp.fiocruz.br/ojs/index.php/csp/article/view/9324